Solidão e mundo.
Um mergulho no que verdadeiramente é a solidão.
E se o tempo que você passa sozinha
for, na verdade,
o tempo em que você finalmente
está com o mundo?
Sem interferências.
Sem ruído.
Sem olhares moldando
quem você precisa parecer ser.
Sozinha,
você não se afasta da vida.
Você se conecta com ela.
A solidão vira percepção.
O que existe sem precisar ser nomeado.
Você percebe o vento.
O peso do próprio corpo no chão.
O tempo passando sem pressa.
E, nesse espaço aberto,
você se observa.
Não como quem se analisa,
mas como quem habita.
Sente se a sua presença
é um lugar onde dá vontade de ficar.
É ali que você se conhece
com honestidade.
Não para se corrigir. Para se celebrar.
O seu momento sozinha
é o instante mais sensível à sua presença.
Ao pertencimento
não só em você,
mas no mundo que te recebe.
Você está inserida.
E a conexão acontece
sem palavras.
Apenas observação e reconhecimento da solidão.

